Como ensinar as crianças a falar sobre suas emoções?

Falar sobre sentimentos é importante para a construção individual da criança!

            As emoções são despertadas rapidamente por gatilhos como músicas, imagens, conversas ou acontecimentos específicos. A reação à emoção e o tempo que ela dura são fatores que influenciam no tipo de sentimento que ela pode gerar.

            Além disso, as competências socioemocionais no contexto escolar estão contempladas nas novas diretrizes propostas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Essas habilidades, que focam em aptidões não cognitivas, ganharam reconhecimento nos últimos anos devido à percepção de que, quando os alunos aprendem a administrar as próprias emoções, é possível notar um impacto positivo na maneira como absorvem o conteúdo. E isso pode influenciar a vida como um todo.

            Assim, dar o devido espaço a elas, focando em “educar as emoções” no ambiente escolar através das competências socioemocionais na BNCC é essencial para desenvolver o pensamento autônomo de crianças e adolescentes, podendo reduzir casos de indisciplina e melhorar os índices de aprendizagem.

De acordo com a BNCC, estudantes precisam ser capazes de:

  • aprender a agir, progressivamente, com autonomia emocional, respeitando e expressando sentimentos e emoções;
  • atuar em grupo de maneira funcional e se mostrar apto a construir novas relações, com respeito à diversidade e se mostrando solidário ao outro;
  • saber quais são e acatar as regras de convívio social.

            Segundo a Base, as crianças que aprendem essas competências socioemocionais vão crescer tendo consciência de quem são, dos pontos fortes que têm para contribuir com a sociedade e de como podem trabalhar para desenvolver essas áreas.

            Trabalhar essas reações de maneira equilibrada é muito importante para que crianças e adolescentes tenham um desenvolvimento saudável. Por isso, é preciso que aprendam a mapeá-las, identificá-las e conduzi-las de maneira didática, desenvolvendo assim inteligência emocional para lidar com acontecimentos futuros.

Vamos te ajudar!

  • Ajude a identificar e falar sobre as emoções

            O primeiro passo para desenvolver a inteligência emocional é ajudar crianças e adolescentes a identificar suas emoções. Isso pode ser feito de inúmeras maneiras, por meio de conversas, filmes e até mesmo jogos. 

  • Algumas sugestões para ajudar nesse processo são:

            Em casa, é possível assistir ao filme Divertidamente.

            Ele apresenta emoções básicas como: alegria, tristeza, nojinho, medo e raiva e, com elas, demonstra pouco a pouco que suas combinações podem gerar interpretações e sentimentos mais complexos.

            Depois de assistir, converse com seus filhos sobre o filme e relembre momentos em que a criança pode ter sentido essas emoções. Estimule que ela descreva como se relaciona com determinada situação, como, por exemplo, se tem medo do escuro, peça que expresse o sentimento que conduz sua ação naquele momento.

            Na escola, as emoções podem ser trabalhadas a partir de mascotes, histórias, atividades em grupo.....Essas ações representam emoções específicas e ajudam os professores a ensinar, de forma mais lúdica, lições sobre amor, abertura ao novo, respeito e resiliência. Atividades como estas, derivadas do reconhecimento de emoções individuais dos alunos, ajudam a desenvolver alunos emocionalmente estáveis, felizes e capazes de resolver suas questões com equilíbrio.

            Por meio dessas interações, as crianças passam a entender melhor algumas ações e atitudes e compreender que são causadas por emoções que podem ser nomeadas. Além disso, começam a perceber que podem pedir ajuda em momentos de vulnerabilidade, o que estreita os laços entre pais, alunos e professores.

  • E o que fazer com essas emoções?

            Depois de ajudá-las a entender e expressar suas emoções, é preciso educá-las para que saibam administrá-las. O que fazer quando se sente raiva? Ou frustração? Ou, ainda, tristeza?

            É preciso que a criança saiba quais as opções que tem diante de todas essas emoções para conseguir administrar melhor as situações que vivencia.

            É importante ressaltar também que ela pode errar, sentir-se vulnerável e perdida quanto às ações que pode tomar diante de tantas informações novas. Por isso, respeite seu processo e lembre que o choro e a birra podem simbolizar sentimentos e emoções que ainda não estão claros para os pequenos.

            Ainda assim, essa é a melhor maneira de incentivá-las a falar sobre o que sentem de maneira mais aberta. Essa ação leva a uma educação mais assertiva, com mais impacto, empatia, cidadania, afeto e tato, habilidades socioemocionais imprescindíveis para uma vida saudável em comunidade.

 

E lembrem-se sempre: 

            A sensibilidade de uma criança não pode ser medida a partir de um adulto…

            Não são as grandes coisas que fazem a diferença, mas os pequenos detalhes que muitas vezes quase não percebemos…

            Criança não é um adulto de pequeno porte, ela é imatura, incompleta, e sua fisiologia emocional ainda carece de anos de experimentos até criar seu próprio repertório psico-cognitivo.

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